O que acontece com seu corpo durante um voo longo? Especialistas explicam como evitar os principais desconfortos

on

|

views

and

comments

Pressão da cabine, ar seco, trombose e jet lag estão entre os efeitos mais comuns das viagens aéreas; medidas simples ajudam a reduzir os riscos

Crédito: Freepik 

São Paulo, julho de 2026 – Dor de ouvido durante a aterrissagem, pernas inchadas, dificuldade para dormir e sensação de cansaço mesmo após horas sentado são situações frequentes para quem enfrenta voos longos.
Embora façam parte da experiência de muitos passageiros, esses desconfortos têm explicações fisiológicas e, em alguns casos, podem representar riscos à saúde. Durante a viagem, o organismo precisa se adaptar a mudanças de pressão, baixa umidade do ar, longos períodos de imobilidade e, em casos de rotas internacionais, à alteração dos fusos horários. Segundo especialistas, pequenas medidas adotadas antes e durante o voo podem minimizar os impactos. Uma das queixas mais comuns envolve os ouvidos e os seios da face. Mesmo com a cabine pressurizada, as variações de pressão durante a decolagem e, principalmente, na aterrissagem exigem que o organismo execute um processo de compensação. Quando há congestão nasal provocada por gripes, alergias, rinite ou sinusite, essa adaptação pode ser mais difícil. “É importante viajar com as vias nasais desobstruídas para facilitar a equalização da pressão”, explica Oswaldo Lércio Cruz, otorrinolaringologista do Hospital Sírio-Libanês. Para evitar o desconforto, medicamentos antialérgicos ou descongestionantes podem ser indicados por médicos. Durante o voo, mascar chiclete, bocejar ou engolir saliva ajudam na equalização da pressão. Outra estratégia é tomar um gole de água, tampar o nariz e engolir repetidamente. 

O perigo silencioso das pernas paradas Outro ponto de atenção é a circulação sanguínea. Permanecer muitas horas na mesma posição aumenta o risco de trombose venosa profunda, especialmente em voos com mais de quatro horas de duração. A condição ocorre quando um coágulo se forma nas veias profundas das pernas e, em casos mais graves, pode se deslocar para os pulmões, causando uma embolia pulmonar. O problema exige atenção especial de idosos, gestantes e pessoas com histórico de trombose ou varizes. “Para reduzir o risco, é importante manter uma boa hidratação, evitar o consumo de bebidas alcoólicas, movimentar as pernas com exercícios de flexão e extensão dos tornozelos e das panturrilhas e, sempre que possível, levantar e caminhar a cada uma ou duas horas. Em alguns casos, o uso de meias de compressão também pode ser indicado”, afirma André Echaime Vallentsits Estenssoro, cirurgião vascular do Hospital Sírio-Libanês. Já o uso de anticoagulantes para prevenção da trombose não é indicado para todos e deve ser recomendado apenas após avaliação médica.

 Ar seco afeta mucosas e aumenta desconfortos A umidade dentro dos aviões costuma ser muito inferior à encontrada em ambientes terrestres. Como consequência, pele, olhos e mucosas ficam mais ressecados durante voos prolongados. Para o pneumologista Elie Fiss, do Hospital Sírio-Libanês, a redução da umidade compromete parte dos mecanismos naturais de proteção do sistema respiratório. “Quando as mucosas ficam ressecadas, elas perdem eficiência na defesa contra vírus e bactérias”, explica. Para minimizar os efeitos, a principal recomendação é aumentar a ingestão de água antes, durante e após a viagem. Colírios lubrificantes podem aliviar o desconforto ocular, enquanto a higiene frequente das mãos ajuda a reduzir o risco de infecções. O especialista também reforça a importância dos cuidados com a saúde pulmonar, principalmente para pessoas com doenças respiratórias crônicas, como asma e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Segundo ele, esses passageiros devem manter o uso regular das medicações prescritas, já que a menor concentração de oxigênio na cabine pode favorecer o agravamento dos sintomas. Além disso, caminhar pelo corredor da aeronave em intervalos regulares ajuda não apenas a estimular a circulação sanguínea, mas também a reduzir o risco de embolia pulmonar e outras complicações relacionadas à formação de coágulos durante voos longos. 

Sono e alimentação também sofrem impactos Nos voos internacionais, especialmente aqueles que cruzam vários fusos horários, outro desafio é o jet lag. O distúrbio ocorre porque o relógio biológico permanece sincronizado com o horário de origem, enquanto o ambiente externo já segue um novo ciclo. “Quando a gente muda bruscamente de fuso horário, o nosso relógio interno fica dessincronizado com o horário local”, explica o neurologista e especialista em sono Lucio Huebra, do Hospital Sírio-Libanês. Entre os sintomas mais comuns estão fadiga, insônia, sonolência diurna, alterações de humor e mudanças no apetite. A recomendação, segundo o médico, é ajustar gradualmente os horários de sono nos dias anteriores ao embarque e buscar exposição à luz natural ao chegar ao destino. 

A digestão também sente os efeitos da altitude A alimentação também merece atenção. A combinação entre a pressurização da cabine e a permanência prolongada na posição sentada tende a tornar a digestão mais lenta e favorecer desconfortos gastrointestinais. “Refeições leves costumam ser melhor toleradas durante os voos”, afirma a nutricionista Daniela Castanho, do Hospital Sírio-Libanês. A orientação é priorizar frutas, carnes magras e preparações menos gordurosas, além de reduzir o consumo de alimentos que favorecem a formação de gases. 

Sobre o Sírio-Libanês A Sociedade Beneficente de Senhoras Hospital Sírio-Libanês, instituição filantrópica que completou 100 anos em 2021, atua diariamente para oferecer e compartilhar com a sociedade uma assistência médico-hospitalar de excelência, com atendimento humanizado e individualizado em mais de 60 especialidades. Desde 2007, é reconhecida pela Joint Commission International (JCI), principal órgão mundial em qualidade e segurança hospitalar, e é a única instituição no Brasil a possuir também a acreditação da JCI em Atenção Primária à Saúde. Por meio da Faculdade Sírio-Libanês, contribui para a formação de profissionais de saúde éticos e preparados para atuar com base em boas práticas, além de fomentar o desenvolvimento científico com estudos e pesquisas nacionais e internacionais. A instituição oferece graduação, pós-graduação lato sensu e stricto sensu, residências médicas e multiprofissionais, cursos de atualização, estágios, seminários e reuniões científicas. O Sírio-Libanês foi pioneiro na criação de programas de Saúde Populacional, que reúnem empresas, operadoras e equipes de Atenção Primária no cuidado contínuo e qualificado, apoiando a gestão do benefício do plano de saúde e promovendo qualidade de vida e produtividade. Atualmente, está presente com dois hospitais e cinco unidades em São Paulo e Brasília. Saiba mais em nosso site: Link  Contato Imprensa – Sírio-Libanês Email: [email protected]
Telefone: (11) 91877-3934

Share this
Tags

Must-read

Olheiro é interditado temporariamente após aparecimento de jacaré-coroa em Pureza

A Prefeitura de Pureza informou a interdição temporária do Olheiro para banho após o surgimento de um jacaré-coroa na área. A medida foi adotada...

Movimento Comunitário de Natal realiza a 2ª edição da Caravana do Povo no dia 17 de julho

O Movimento Comunitário de Natal promoverá, no próximo 17 de julho, a 2ª edição da Caravana do Povo, um projeto social desenvolvido em parceria...

Sábado Top na Marmitaria Bom Sabor promete muita animação

A Marmitaria Bom Sabor realiza mais uma edição do Sábado Top, com uma noite de música ao vivo e muita animação. A festa contará...
spot_img

Recent articles

More like this

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui